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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Informações adicionais do filme Drácula- de Francis Ford Coppola (1992) e questões avaliatórias. Suporte aos alunos das 2ª séries B e C-EM.


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Questões após o filme ( Avaliação)


1- O filme Drácula- de Bram Stoker baseia -se na obra Drácula, do escritor irlândes Bram Stoker (1847-1912), autor também de outros livros. A história, no livro se passa em Londres, em 1897. No filme é incluída uma parte introdutória que apesar de não existir no livro de  Stoker corresponde à pesquisa histórica feita pelo escritor a respeito das origens da Lenda do Conde Drácula.
Responda:
a- O que caracterizava  a personagem Vlad Tepes ou Vlad Drakul?
b- Qual era a situação política da região dos Montes Cárpatos (onde se passa a história ) no século XV?
c- Segundo o filme, que relação tinha a ordem de Drakul com a Igreja Católica?

2-  Faça uma pesquisa em torno da figura histórica de Vlad , o empalador e levante informações relativas às seguintes questões:
a- Por que Vlad tinha o hábito de empalar seus inimigos?
b- A razão do suicídio da esposa do príncipe Vlad coincide com a que é dada por Coppola no filme?
c- No vida real , o príncipe Vlad rompe com a Igreja porque tinha interesse no comércio com os turcos, o que era proibido pelo Catolicismo. No filme, Coppola dá outra versão a essa ruptura. Qual era?

3- O vampiro Conde Drácula tanto  nas lendas quanto no filme de Coppola , é associado à figura do demônio . Que características demoníacas podem ser identificadas na personagem da história?

4- Em várias situações do filme, aparece um olho em destaque. O que esse olho representa?

5- No mundo dos vampiros , o sangue é um elemento físico, orgânico, que representa a vida.
a- Que importância tem o sangue no filme? Cite uma cena que ele tem destaque.
b- O que no filme e no livro aproxima a lendária atração dos vampiros por sangue e a personagem histórica Vlad Tepes?

6- A obra de Bram Stoker e os diversos filmes feitos a partir dela, situam-se na tradição gótica, que ganha forte expressão no Romantismo.
a- Faça um levantamento dos elementos do filme que se filiam a essa tradição .
b- A sonoplastia é importante na criação da atmosfera gótica? Por quê?

7- Na última cena dentro da igreja, Drácula ferido, pede à Mina que o liberte. Além disso, diz a ele: "Nosso amor é maior do que a morte".
a- O que significa a libertação para Drácula?
b- Com a libertação de Drácula, Mina também seria liberta? Por quê?
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* Questões extraídas da obra "Português-Linguagens"- Willian Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães- volume 2, PNLD 2011.
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A lendária figura de Vlad Tepes 
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Resultado de imagem para imagens de Vlad Tepes Vítimas empaladas por Vlad Tepes

altVlad Tepes (1482-1476)
Vlad, o Empalador, rei da Valáquia (Roménia), destacou-se por combater os otomanos e por exterminar um quinto da população do país. A sua crueldade era tal que deu origem ao mito de Drácula.
Príncipe das trevas, assassino sanguinário, flagelo dos turcos, rosto da maldade suprema: era assim que os seus contemporâneos viam Vlad III, senhor feudal dos Cárpatos e príncipe da Valáquia (atual Roménia). Mais conhecido por Vlad Tepes, que significa “o Empalador”, este nobre do século XV aterrorizou tanto inimigos como súbditos com os assassínios em massa que cometeu. Estima-se que tenha exterminado cerca de cem mil pessoas, ou seja, 20 por cento da população que vivia nos seus domínios. Sabe-se que sentia prazer em assistir às torturas, aos desmembramentos e às empalações, que conduziam a uma morte lenta e agonizante os desgraçados que tinham a infelicidade de lhe desagradar.
Nasceu em 1428, em Sighisoara (Transilvânia). Era o primogénito do princípe Vlad Dracul (que significava “dragão”, da Ordem do Dragão, mas também “demónio” em romeno), igualmente conhecido pela sua crueldade, e neto de Mircea, o Grande, soberano da Valáquia. Vlad herdou a ousadia e o caráter sanguinário do pai e foi por isso que começou a ser chamado Draculea, que significa “filho de Dracul” ou “filho do demónio”. Um enviado papal em missão na corte húngara descreveu-o do seguinte modo: “Não era muito alto, mas corpulento e musculoso. A aparência era fria e impunha um certo respeito. Tinha um nariz aquilino, rosto avermelhado e magro e sobrancelhas negras e espessas que lhe conferiam um aspeto ameaçador.”
Naqueles tempos, o território romeno estava cercado por diversos inimigos com exércitos poderosos que ameaçavam invadi-lo, nomeadamente os otomanos, pelo Sul, e os húngaros, pelo Ocidente. Além disso, no interior do país, vários nobres e senhores feudais lutavam entre si para se apoderar do poder. De facto, Vlad passou a infância entre os turcos, na altura aliados do pai, que o entregara ao sultão Murat II para que fosse criado longe das intrigas da corte. Precisamente graças ao apoio otomano, Vlad conseguiu subir ao trono após o assassínio do pai pelo nobre húngaro Iancu de Hunedoara (conhecido entre nós por João Corvino). Todavia, depois de instalado no trono, Vlad decidiu trocar de lado, pôr de parte os escrúpulos e estreitar relações com Iancu e os húngaros (apesar de terem assassinado o seu pai) para enfrentarem juntos os turcos.
altO banquete e os convidados
No entanto, tratou previamente de eliminar os inimigos internos e foi com esse objetivo que organizou uma festa para os nobres boiardos, que chegaram como convidados e acabaram por fazer parte do banquete: a meio do festim, os soldados de Vlad irromperam na sala, ataram os ilustres convidados, colocaram-nos de barriga para baixo e empalaram-nos com estacas rombas que penetravam lentamente pelo ânus, de modo que o suplício se prolongava impiedosamente. Alguns demoraram três dias a morrer.
A fim de erradicar a pobreza do país, não lhe ocorreu plano melhor do que reunir uma quantidade de mendigos e leprosos que pediam pelas ruas, oferecer-lhes um banquete e, em seguida, atear fogo ao recinto. De uma assentada, eliminou assim 3600 pessoas. Em seguida, propôs-se garantir a segurança das suas fronteiras e confrontou os turcos, negando-se a pagar-lhes tributo e lançando contra Mehmet II, sucessor de Murat, uma tática de guerrilha que manteve em xeque as tropas otomanas. Todavia, estas acabaram por invadir a Valáquia e Vlad fugiu para a Hungria, em busca de proteção, mas o rei encarcerou-o para cair nas boas graças dos turcos. Durante doze anos de cativeiro, Vlad aplicou o seu instinto sádico a empalar ratazanas e pássaros.
Em 1475, foi libertado e regressou ao trono da Valáquia, que entretanto fora ocupado pelo seu irmão, Radu, o Formoso. Passado um ano, depois de combater os otomanos na batalha de Vaslui em conjunto com as forças do príncipe Esteban Báthory, Vlad morreu assassinado numa emboscada, provavelmente montada pelos próprios soldados, que entregaram a sua cabeça aos turcos. O troféu foi pendurado numa estaca, no centro de Istambul. Nunca se soube o que aconteceu com os outros restos mortais, supostamente sepultados no mosteiro de Snagov, mas Vlad Tepes foi considerado um herói nacional na Roménia e um paladino do cristianismo contra o Império Otomano, embora nunca fosse retratado com uma cruz, mas com uma estrela de oito pontas no turbante.

Drácula e os vampiros
Vlad Tepes, com a lenda sanguinária que o seguiu, a crueldade que dominou a sua vida e a sua impiedosa personalidade, foi o modelo que inspirou aos escritores românticos do século XIX o género do terror e do vampirismo. A suposta inclinação para beber o sangue das vítimas enquanto comia diante dos empalados levou o escritor Bram Stoker a criar o célebre Drácula (1897), o vampiro imortal que regressa do túmulo para procurar a amada.
 http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&id=1432:o-empalador-dos-carpatos&Itemid=83
Biblioteca Temporal – Review 15 – Drácula, por Bram Stoker
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Além de ver o clássico do cinema e conhecer as informações sobre o lendário Vlad Tepes , leia também o romance Drácula- de Bram Stoker. Existem várias versões de diversas editoras.

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